domingo, 24 de janeiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Aux élèves de thermalisme: Joyeuse Année 2010!


Professeur
Mª Agostinha

BONNE ANNÉE 2010!


Et voilà, les vacances de Noël sont terminées! Hélas!
Les cours vont recommencer. Au travail!

Alors, qu'as-tu fais pendant ces vacances?
Racontez-nous tout :)

Professeur
Mª Agostinha

terça-feira, 12 de maio de 2009

Notre visite d’étude les 14, 15 et 16 mai


1er jour :
◊ Arrivée à l’Ecole 15 minutes avant le départ, vers 7 heures du matin ;
√ Arrêts techniques dans des zones de service tout au long de l’autoroute ;
√ Déjeuner : pique-nique dans le parc dans une zone de service au long de l’autoroute ;
√ Évora, ville classée comme Patrimoine de l´Humanité par l´UNESCO, où il y aura la visite au cœur de la ville ;
√ Reguengos de Monsaraz, un des plus anciens endroits du pays ;
√ Barrage de l´Alqueva, le plus grand lac artificiel de l´Europe ;
√ Setúbal, une des plus belles baies de l´Europe. Logement dans cette ville.

2ème jour :
◊ Petit – déjeuner vers 8:00 heures du matin.
√ Arrivée à l´entreprise Vertigem Azul, environ 9 heures et 30 minutes du matin ;
√ Canoë – Kayak à la plage du Creiro, à Portinho da Arrábida.
√ Déjeuner : pique-nique,
√ Petit tour en Catamaran pour observer les dauphins dans leur habitat – estuaire du Sado. Il faudra, à la fin, remplir le journal de bord.
√ Visite à la montagne de l’Arrábida.

3ème jour:
◊ Petit déjeuner vers 8 heures,
Ω Sortie pour Tróia vers 10:00 heures,
Ω Déjeuner dans un restaurant à Setúbal,
Ω Retour à Santo Tirso,
Ω Arrivée à l´Ecole environ 20:00 heures.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Montre 2009 de l'Ecole






Certains moments de la classe 10ème S!

terça-feira, 17 de março de 2009

Et voilà!


Jorge Velhote est chez nous. On écoute très attentivemente le poète!

domingo, 8 de março de 2009

poèmes - station de service


• A sabedoria é para os barcos
sob as pontes da noite,
a alma, o oiro.
Aqui dormiria, à distância singular
de um beijo, um lençol de água,
um travesseiro de cuidada pedra.
Outras coisas da infância, mas devagar, outros corpos a penumbra percorrendo,
a poeira da luz espiando os sapatos, a navalha chamuscada.

Também eu herdei a perigosa ilusão
da bicicleta, um silêncio
danado por mulheres, pelo ardor cristalino do álcool,
no limbo mais rasgado do mundo;
o segredo tão natural da pintura
na profecia azul dos mosaicos,
no carvão amargo da noite;
certos vestígios pelo tráfico outrora florescente:
sedas, frutos, tabaco, pequenos tesouros,
caixinhas de laque, sandálias
gastando, dia após dia, a mágoa.

Que posso fazer pelas pedras desta praça senão
cobri-las de aves, trapos, moedas
e pela poalha do crepúsculo seduzir os vitrais,
os óleos santos, o sândalo, o bolor intenso das paredes?
Cambiar a chuva pelos claustros do vento, o vidro
de oficiante fogo, como
em Murano a família Barelli?


Que poderei comprar para o vazio
deste anoitecer? um pouco do meu sol?
daquele mar, um punhado de areia?

Jorge Velhote



É impossível preencher os lugares vazios dos que não ficam para sempre no mesmo lugar
Ao olhar se devolve, subtil
É uma paisagem corroída de negrura
pela noite, uma aragem ferindo as mãos, os ardentes dias,
um alfabeto de tábuas
e verniz cobrindo o peito

O rio é um rosto estendido
entre pedras e ramos, adornando o sol
com paredes de xisto e estacas de lama

É um rosto que cai, aflito, entre
a noite e os dedos, embatido
por ácidos, uma fotografia,
um enunciado mecânico, uma referência fílmica
desconcertante e infinita

Ao olhar se devolve, subtil
e adjacente, a transcendência
dos barcos, seus indecifráveis
e ignorados rumos, a sedução
dos corpos trava a brisa
do entardecer, os simulacros
mais invisíveis da pele, um rosto
antigo como um retrato

É uma ilustração o zumbido das vozes
ocultas entre penedos e silvas, viciam
o silêncio das garças, seus determinados voos
em contraluz à plenitude
da água que se instala doce
nas rendilhadas margens

O rio é uma violência hermenêutica, um simulacro
abusivo do olhar, o lençol da morte, o invisível
selo de um rosto devolvido
ao seu mais secreto silêncio

Pela cesura dos dias, seus meandros
melancólicos, o rio tem um ritmo largo,
um quadril lento, é uma citação
às tintas gastas da memória,

às mulheres em seus xailes e aventais,
a hortaliça e peixe, flores,
pombas, rolas, galinhas e coelhos,
aos apressados e nocturnos homens
formosos em seus desmesurados passos
de dança e ilusão

Quando a claridade da luz canta sílaba
a sílaba a noite do mundo, quando
as palavras esticam as cordas de papel
dos poemas, quando aguardam os nossos
lábios e se abatem silenciosas sob o nosso
olhar oferecendo o parapeito da alegria
à falésia dos dedos, removendo da escuridão
o túnel da música, as palavras todas,
admiráveis sob a pele adormecidas, cavam
rios de estilhaços nas sombras do deserto,
surpreendem a alma com as labaredas ferozes
dos dias —, quando a febre da tua cabeça queima
a água e a terra e o céu e o frio dos lugares,
os pássaros descobrem entre o nada
e a fulgurante melancolia de um verso
a caligrafia da tristeza e da paixão,
as ânforas da ferrugem
do esquecimento

Recorto sombras sentado na manhã dos dias frios com um olhar triste.
É impossível preencher os lugares vazios dos que não ficam para sempre
no mesmo lugar, distante é a voz dos confidentes, as tentações que anoitecem
no fio desagregante do horizonte

Subitamente o vento canta na voz que narra e se esconde como os muros guardam as macieiras, os campos de trigo ou os labirintos breves do que sangra e
definitivo adormece.
Lês, e o instrumento de poder do que lês alicerça as árvores,
os ninhos da imaginação, o rio onde cedo mergulhaste dedos,
olhos e mediste a infância

O que frágil subsiste errante permanece. A dúbia luz
desvanece a catástrofe, o fulgor culminante do invisível.


Jorge Velhote